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O Último Olho. HISTÓRIAS DE TERROR EM PORTUGUÊS - BREDEVOORT VAN DEN BERG, #2
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- FormatePub
- ISBN8232688028
- EAN9798232688028
- Date de parution04/11/2025
- Protection num.pas de protection
- Infos supplémentairesepub
- ÉditeurDraft2Digital
Résumé
O ÚLTIMO OLHO - HISTÓRIA DE TERROR EM PORTUGUÊS - BREDEVOORT VAN DEN BERGNo limiar do real, desenha-se um pesadelo de terror cósmico e suspense psicológico: o oceano deixa de devolver cadáveres e começa a cuspir olhos. Elsa Kriel, uma mulher atormentada pela sua própria ligação com o mar implacável, testemunha o momento em que o faroleiro, o tio Frik, desenterra da areia um olho brilhante e de um cobre perturbador: o olho da sua mulher, desaparecida no abismo há muito tempo.
Mas esse olho conserva uma consciência sobrenatural, e não olha para o seu marido; olha através dele, cravando a sua pupila implacável em Elsa, a verdadeira destinatária da sua atenção. Assim começa uma descida à loucura e uma exploração psicológica onde a realidade desmorona. A entidade abissal do olho possui uma vontade própria, reaparecendo uma e outra vez, húmida e observadora. Fragmentos de memórias alheias, de uma agonia por afogamento que não lhe pertence, invadem a psique de Elsa, enquanto pequenas pegadas de pés descalços emergem da espuma apenas para se desvanecerem à soleira da sua porta.
Os habitantes da vila começam a sua mutação silenciosa; os seus olhares adotam um brilho antinatural e metálico, e uma paciência sinistra apodera-se deles. Todos esperam, convertidos em parte de um mistério sobrenatural que transcende o conhecido. Esta obra não é apenas um conto de fantasmas; é uma fenda na realidade, uma infeção narrativa que contamina a perceção. Um romance de suspense e ficção literária que se ergue como uma obra-prima do horror contemporâneo, concebido para questionar os limites da sanidade e absorver por completo o leitor na sua atmosfera opressiva. "O mar já não cuspia cadáveres.
Cuspia olhos. Jaziam na praia como pérolas molhadas, a brilhar no crepúsculo. Elsa Kriel estava de pé com as mãos enfiadas nos bolsos do casaco. O seu pai, um homem que navegara o mar durante cinquenta anos, dizia que o oceano tinha memória. Um grito cortou o estrondo das ondas. Não um grito de susto. Um de reconhecimento. Elsa virou-se. Tio Frik, o velho faroleiro cuja mente ia e vinha como a maré, estava ajoelhado na areia húmida.
Nas suas mãos em concha, como uma oferenda, jazia um olho. A íris era da cor do cobre, salpicada de ouro."Annette", sussurrou ele. A sua mulher. Perdida no mar há quarenta anos. O seu corpo nunca foi encontrado. Elsa aproximou-se. O olho nas mãos do Tio Frik não olhava para ele. Olhava para ela. A pupila, negra, estreitou-se até à cabeça de um alfinete. Elsa sentiu-o focar. No seu rosto."
Mas esse olho conserva uma consciência sobrenatural, e não olha para o seu marido; olha através dele, cravando a sua pupila implacável em Elsa, a verdadeira destinatária da sua atenção. Assim começa uma descida à loucura e uma exploração psicológica onde a realidade desmorona. A entidade abissal do olho possui uma vontade própria, reaparecendo uma e outra vez, húmida e observadora. Fragmentos de memórias alheias, de uma agonia por afogamento que não lhe pertence, invadem a psique de Elsa, enquanto pequenas pegadas de pés descalços emergem da espuma apenas para se desvanecerem à soleira da sua porta.
Os habitantes da vila começam a sua mutação silenciosa; os seus olhares adotam um brilho antinatural e metálico, e uma paciência sinistra apodera-se deles. Todos esperam, convertidos em parte de um mistério sobrenatural que transcende o conhecido. Esta obra não é apenas um conto de fantasmas; é uma fenda na realidade, uma infeção narrativa que contamina a perceção. Um romance de suspense e ficção literária que se ergue como uma obra-prima do horror contemporâneo, concebido para questionar os limites da sanidade e absorver por completo o leitor na sua atmosfera opressiva. "O mar já não cuspia cadáveres.
Cuspia olhos. Jaziam na praia como pérolas molhadas, a brilhar no crepúsculo. Elsa Kriel estava de pé com as mãos enfiadas nos bolsos do casaco. O seu pai, um homem que navegara o mar durante cinquenta anos, dizia que o oceano tinha memória. Um grito cortou o estrondo das ondas. Não um grito de susto. Um de reconhecimento. Elsa virou-se. Tio Frik, o velho faroleiro cuja mente ia e vinha como a maré, estava ajoelhado na areia húmida.
Nas suas mãos em concha, como uma oferenda, jazia um olho. A íris era da cor do cobre, salpicada de ouro."Annette", sussurrou ele. A sua mulher. Perdida no mar há quarenta anos. O seu corpo nunca foi encontrado. Elsa aproximou-se. O olho nas mãos do Tio Frik não olhava para ele. Olhava para ela. A pupila, negra, estreitou-se até à cabeça de um alfinete. Elsa sentiu-o focar. No seu rosto."























