Nouveauté

Três Marinheiros. HISTÓRIAS DE TERROR EM PORTUGUÊS - BREDEVOORT VAN DEN BERG, #8

Par : Bredevoort van den Berg
Offrir maintenant
Ou planifier dans votre panier
Disponible dans votre compte client Decitre ou Furet du Nord dès validation de votre commande. Le format ePub est :
  • Compatible avec une lecture sur My Vivlio (smartphone, tablette, ordinateur)
  • Compatible avec une lecture sur liseuses Vivlio
  • Pour les liseuses autres que Vivlio, vous devez utiliser le logiciel Adobe Digital Edition. Non compatible avec la lecture sur les liseuses Kindle, Remarkable et Sony
Logo Vivlio, qui est-ce ?

Notre partenaire de plateforme de lecture numérique où vous retrouverez l'ensemble de vos ebooks gratuitement

Pour en savoir plus sur nos ebooks, consultez notre aide en ligne ici
C'est si simple ! Lisez votre ebook avec l'app Vivlio sur votre tablette, mobile ou ordinateur :
Google PlayApp Store
  • FormatePub
  • ISBN8235590991
  • EAN9798235590991
  • Date de parution15/06/2026
  • Protection num.pas de protection
  • Infos supplémentairesepub
  • ÉditeurIoakim Ioakim

Résumé

TRÊS MARINHEIROS - VIAJANTES NO MAR DO TEMPO - FICÇÃO METAFÍSICA EM PORTUGUÊS - BREDEVOORT VAN DEN BERGUMA NOVELA METAFÍSICA SOBRE O TEMPO E A MEMÓRIA« Três Marinheiros » é um romance que respira a mesma água salgada ao longo de oito séculos. Bredevoort van den Berg acompanha o rasto de três presenças que insistem em regressar, não como dogma, mas como uma teimosia íntima que o oceano parece conhecer melhor do que as próprias personagens.
O livro desloca-se da Coreia de 1949 para o Pacífico da Segunda Guerra, recua até à costa bretã do século XV e projecta-se depois no silêncio estelar do século XXII, sem nunca largar a sensação física de estarmos dentro de um barco, com o convés a vibrar sob os pés e a linha do horizonte sempre em fuga. Não se trata de uma sucessão de vidas, mas de uma única memória partida em estilhaços que o mar devolve devagar.
Em cada época há três marinheiros que não se lembram um do outro e que, ainda assim, partilham objectos, sonhos e um compasso de espera comum. O resultado é uma leitura que apela tanto a quem procura uma narrativa de aventura marítima quanto a quem persegue as perguntas mais fundas sobre destino, herança e a forma como aquilo que perdemos continua a viajar ao nosso lado. « O barco sem nome jazia no porto de Yokohama como uma velha criatura marinha a descansar antes da matança.
O casco afundado na água, os conveses imóveis, os mastros nus contra a luz cinzenta da manhã que rompia as nuvens, aquela hora de crepúsculo entre a noite e a madrugada em que o mundo suspende a respiração e a fronteira entre a realidade e o sonho se esboroa como a névoa a deslizar sobre a água. A água produzia um ruído húmido e esfomeado, um ruído de mandíbulas a abrirem-se que se propagava pelo ferro.
Apenas números identificavam o barco, de um branco desbotado sobre as manchas de ferrugem, algarismos que nada significavam para o olho que os lia, ali postos só porque alguém, algures, decidira que tudo devia ter um nome, mesmo que o mar não entenda os nomes que as pessoas dão. O grande oceano primordial não se importava. O mar falava a sua própria língua, uma língua sem substantivos, só com verbos: quebrar, engolir, transportar, esquecer.
O mar não precisava de nomes; conhecia as coisas pelo peso, pelo movimento, pela sua transitoriedade. Charley estava no cais, as mãos enterradas nos bolsos do casaco, a olhar para os números. Também eles um dia se apagariam, como a tinta, como o seu próprio nome, como tudo o que as pessoas tocam e julgam possuir. A manhã estava suficientemente fria para formar nuvens de hálito, pequenas brumas expelidas da boca que depois se dissolviam no nada.
Observava-as, a maneira como a própria vida se tornava visível por um instante no ar gelado e logo desaparecia. A morte como uma nuvem de hálito a dissolver-se na luz da manhã, a evaporar-se no nada. »