SOLDES
Jusqu'à -70% sur une sélection d'articles*
Nouveauté
OS BURACOS NEGROS E OS INFINITOS CURVOS. — Epopeia cósmica em prosa e sonetos —
Par :Formats :
Disponible dans votre compte client Decitre ou Furet du Nord dès validation de votre commande. Le format ePub est :
- Compatible avec une lecture sur My Vivlio (smartphone, tablette, ordinateur)
- Compatible avec une lecture sur liseuses Vivlio
- Pour les liseuses autres que Vivlio, vous devez utiliser le logiciel Adobe Digital Edition. Non compatible avec la lecture sur les liseuses Kindle, Remarkable et Sony
, qui est-ce ?Notre partenaire de plateforme de lecture numérique où vous retrouverez l'ensemble de vos ebooks gratuitement
Pour en savoir plus sur nos ebooks, consultez notre aide en ligne ici
- Nombre de pages84
- FormatePub
- ISBN978-94-038-9189-7
- EAN9789403891897
- Date de parution02/05/2026
- Protection num.Digital Watermarking
- Taille620 Ko
- Infos supplémentairesepub
- ÉditeurBookmundo
Résumé
Há uma porta no fundo do céu. Não tem batentes, nem dobradiças, nem chamada - e, no entanto, abre-se. Abre-se em segredo, na tarde em que o astrónomo cala o aparelho e levanta os olhos do papel; abre-se na madrugada em que um pastor, no alto da serra, sente um arrepio sem motivo; abre-se, sobretudo, no instante em que alguém pronuncia a palavra « sempre » e, ao pronunciá-la, sabe - sem saber como - que essa palavra não cabe inteira na boca de um vivo.
Chamaram-lhe muitas coisas, ao longo dos séculos. Os antigos, que olhavam o céu com mais paciência do que nós, falaram em « buraco do firmamento ». Os medievais sussurraram « porta do inferno » e fecharam os livros à pressa, como quem fecha um postigo por onde poderia entrar uma corrente de ar. Os modernos, com a sua mania de medir tudo, decidiram chamar-lhe buraco negro. E, pela primeira vez na história, um nome científico ficou tão sombrio quanto o fenómeno que designa.
Ela existe. A porta escura existe. Não é metáfora, não é alegoria, não é sombra. É uma realidade do cosmos: uma região do espaço-tempo em que a curvatura é tão extrema que, uma vez ultrapassada certa fronteira invisível - chamam-lhe horizonte de eventos -, nada mais...
Chamaram-lhe muitas coisas, ao longo dos séculos. Os antigos, que olhavam o céu com mais paciência do que nós, falaram em « buraco do firmamento ». Os medievais sussurraram « porta do inferno » e fecharam os livros à pressa, como quem fecha um postigo por onde poderia entrar uma corrente de ar. Os modernos, com a sua mania de medir tudo, decidiram chamar-lhe buraco negro. E, pela primeira vez na história, um nome científico ficou tão sombrio quanto o fenómeno que designa.
Ela existe. A porta escura existe. Não é metáfora, não é alegoria, não é sombra. É uma realidade do cosmos: uma região do espaço-tempo em que a curvatura é tão extrema que, uma vez ultrapassada certa fronteira invisível - chamam-lhe horizonte de eventos -, nada mais...













