Gustavo Héctor Mahon vivió durante diecisiete años la misión en Angola, tiempo que alternó con estudios en el entonces Zaire y en Roma. Es Profesor en Filosofía y Pedagogía y Licenciado en Teología. Está casado con Berenice y es papá de Sofía y Agustín, quienes acompañan su camino. Actualmente se desempeña como Rector de un colegio secundario y Profesor de Filosofía y Pedagogía. Fuertemente identificado con el carisma salesiano, su vida y su tarea educativa buscan mantener viva la pasión por los jóvenes, la fe y la memoria de lo compartido.
Nouveauté
O céu nasce no pó. Memórias da Intempérie, #4
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- FormatePub
- ISBN8235164420
- EAN9798235164420
- Date de parution16/08/2026
- Protection num.pas de protection
- Infos supplémentairesepub
- ÉditeurIoakim Ioakim
Résumé
Há terras onde o pó cobre tudo. e, mesmo assim, alguma coisa do céu continua a nascer ali. O céu nasce no pó é o quarto volume da série Memórias da intempérie. Nasce dos cadernos escritos em Benguela ao longo de um ano atravessado pela pobreza, pelas feridas ainda abertas da guerra e pela esperança teimosa de uma gente que não se resigna a deixar de viver. Estas páginas reúnem cenas de vida partilhada: miúdos da rua, catequistas, irmãs, mais velhos, mães que sustentam a casa com quase nada, jovens que carregam água, carvão ou sonhos, comunidades que rezam e celebram mesmo no meio da intempérie.
Aqui não há grandes heróis nem discursos solenes. Há rostos, nomes, pequenos gestos, pão partilhado, risadas, cansaço, silêncio, orações feitas ao ar livre e uma ternura que não se rende. Mas este livro também é atravessado por uma ferida íntima: a morte do pai. No meio da missão chega a notícia, a viagem urgente de regresso, o luto vivido com a família, a presença serena da mamã e essa lenta aprendizagem de que o amor não desaparece: muda de forma.
Por isso estas páginas têm uma profundidade especial. Junto da história de Benguela, pulsa também a memória familiar, a ausência, a fidelidade e a descoberta de uma presença nova. O céu nasce no pó não é uma crónica de guerra nem um relatório missionário. Também não idealiza a pobreza. É um livro de memória encarnada: uma narração feita de cenas verdadeiras, de humanidade partilhada e de uma fé que se torna concreta.
Aqui Deus não aparece distante nem abstrato. Deixa-se encontrar numa capela sem teto, num saco de farinha recebido com gratidão, num rapaz que acompanha um velho cego, no sorriso de uma avó, na alegria daqueles que continuam a acreditar quando quase tudo falta. Um livro para quem procura relatos verdadeiros. Para quem sabe que o Evangelho também se escreve rente ao chão. E para quem ainda acredita que, mesmo na terra mais seca, o céu pode nascer no pó.
Aqui não há grandes heróis nem discursos solenes. Há rostos, nomes, pequenos gestos, pão partilhado, risadas, cansaço, silêncio, orações feitas ao ar livre e uma ternura que não se rende. Mas este livro também é atravessado por uma ferida íntima: a morte do pai. No meio da missão chega a notícia, a viagem urgente de regresso, o luto vivido com a família, a presença serena da mamã e essa lenta aprendizagem de que o amor não desaparece: muda de forma.
Por isso estas páginas têm uma profundidade especial. Junto da história de Benguela, pulsa também a memória familiar, a ausência, a fidelidade e a descoberta de uma presença nova. O céu nasce no pó não é uma crónica de guerra nem um relatório missionário. Também não idealiza a pobreza. É um livro de memória encarnada: uma narração feita de cenas verdadeiras, de humanidade partilhada e de uma fé que se torna concreta.
Aqui Deus não aparece distante nem abstrato. Deixa-se encontrar numa capela sem teto, num saco de farinha recebido com gratidão, num rapaz que acompanha um velho cego, no sorriso de uma avó, na alegria daqueles que continuam a acreditar quando quase tudo falta. Um livro para quem procura relatos verdadeiros. Para quem sabe que o Evangelho também se escreve rente ao chão. E para quem ainda acredita que, mesmo na terra mais seca, o céu pode nascer no pó.













