Né le 19 juin 1944 au Brésil dans une famille proche des milieux culturels et artistiques de Rio de Janeiro, Chico Buarque est un artiste aux talents multiples. Il est musicien, chanteur, écrivain ; il compose des musiques de film, écrit des poèmes, des pièces de théâtre, des nouvelles. Toute sa production n'est pas traduite en français, mais on peut tout de même découvrir "Estorvo" (1991) devenu "Embrouille" en français et adapté pour le cinéma en 2000, "Court-circuit" (1997), "Budapest" (2005) ou "Quand je sortirai d'ici" (2012). Homme engagé, il milite ardemment pour une installation pérenne de la démocratie en Amérique latine.
Benjamin
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- Nombre de pages162
- FormatGrand Format
- PrésentationBroché
- Poids0.3 kg
- Dimensions15,5 cm × 22,5 cm × 1,5 cm
- ISBN85-359-0483-2
- EAN9788535904833
- Date de parution01/01/1995
- ÉditeurCompanhia das Letras
Résumé
A morte de uma mulher está por trás da vida de Benjamim Zambraia. E a obsessão que o leva a associar tudo o que o cerca no presente a esse enigma do passado, a estabelecer todo o tipo de relações, a começar pelo instante em que encontra a jovem Ariela Masé, que em tudo lhe parece a outra. Ex-modelo fotográfico, Benjamim duplicou-se desde a adolescência em câmera invisível para ver o mundo, e agora já não distingue mais o que vê fora de si do seu passado, de si mesmo.
E esse filme perturbador que desfila sob a venda que encobre os olhos do protagonista diante de um pelotão de fuzilamento, no início deste romance surpreendente, levando a prosa às últimas consequências. Raras vezes na literatura brasileira moderna houve tamanha identidade entre a forma narrativa e o mundo que descreve. O mundo opressivo e obsessivo desta história não surge do exterior, não vem de fora, mas é a própria criação de um estilo de narrar, é o resultado de uma prosa sem precedentes.
E esse filme perturbador que desfila sob a venda que encobre os olhos do protagonista diante de um pelotão de fuzilamento, no início deste romance surpreendente, levando a prosa às últimas consequências. Raras vezes na literatura brasileira moderna houve tamanha identidade entre a forma narrativa e o mundo que descreve. O mundo opressivo e obsessivo desta história não surge do exterior, não vem de fora, mas é a própria criação de um estilo de narrar, é o resultado de uma prosa sem precedentes.









