- Então temos ou não chance de encontrar vida inteligente fora do nosso planeta? - Se está difícil encontrar vida inteligente na Terra mesmo, imagine fora dela! Sem chance, Artur! Nem saímos da influência gravitacional de Marte e os dois brincantes da tripulação já começaram as suas discussões filosóficas. Nossa espaçonave, a Kosmos Pioneer, terminou a aceleração com destino à Terra, e podemos desligar os propulsores principais (movidos a hidrogênio e oxigênio) e iniciar o sistema de gravidade artificial (um movimento de rotação do módulo, contrabalançado pelos propulsores principais, no sentido contrário). - Já é um avanço científico estrondoso a possibilidade de termos encontrado traços de vida microbial no cometa Wild 2, em um veio próximo ao local do atracamento da espaçonave.
Apenas este fato, devidamente confirmado, demonstra que a vida fora da Terra é possível. - Então encontramos possíveis extraterrestres, Elena? - Se a vida na Terra é oriunda de algum dos inúmeros cometas que a atingiram, a conclusão é que somos todos extraterrestres, nossa origem é extraplanetária. - Ora, então basta uma pessoa sair à rua e vai encontrar alienígenas, iguais a ela? - Vocês conseguem fazer brincadeiras com tudo, não é, Artur e Mateus? - É que eu levo meu senso de humor muito a sério. O riso de Mateus ecoou pelo intercomunicador, mas foi prontamente cortado pelo tom melancólico e incisivo de Sofia Sokolova, nossa copiloto.
A voz dela era calma como um iceberg, vinda diretamente do painel de navegação avançada. - O módulo habitacional completou a rotação necessária. A transição da força centrípeta está criando um gradiente de gravidade artificial de 0.9g, um ambiente muito agradável para nossa viagem. Mas, se vocês começarem a flutuar e gesticular como gazelas assustadas, do modo como fizeram na viagem de ida, vão induzir um momento de oscilação desnecessário nos tanques de balanceamento externos.
- Então temos ou não chance de encontrar vida inteligente fora do nosso planeta? - Se está difícil encontrar vida inteligente na Terra mesmo, imagine fora dela! Sem chance, Artur! Nem saímos da influência gravitacional de Marte e os dois brincantes da tripulação já começaram as suas discussões filosóficas. Nossa espaçonave, a Kosmos Pioneer, terminou a aceleração com destino à Terra, e podemos desligar os propulsores principais (movidos a hidrogênio e oxigênio) e iniciar o sistema de gravidade artificial (um movimento de rotação do módulo, contrabalançado pelos propulsores principais, no sentido contrário). - Já é um avanço científico estrondoso a possibilidade de termos encontrado traços de vida microbial no cometa Wild 2, em um veio próximo ao local do atracamento da espaçonave.
Apenas este fato, devidamente confirmado, demonstra que a vida fora da Terra é possível. - Então encontramos possíveis extraterrestres, Elena? - Se a vida na Terra é oriunda de algum dos inúmeros cometas que a atingiram, a conclusão é que somos todos extraterrestres, nossa origem é extraplanetária. - Ora, então basta uma pessoa sair à rua e vai encontrar alienígenas, iguais a ela? - Vocês conseguem fazer brincadeiras com tudo, não é, Artur e Mateus? - É que eu levo meu senso de humor muito a sério. O riso de Mateus ecoou pelo intercomunicador, mas foi prontamente cortado pelo tom melancólico e incisivo de Sofia Sokolova, nossa copiloto.
A voz dela era calma como um iceberg, vinda diretamente do painel de navegação avançada. - O módulo habitacional completou a rotação necessária. A transição da força centrípeta está criando um gradiente de gravidade artificial de 0.9g, um ambiente muito agradável para nossa viagem. Mas, se vocês começarem a flutuar e gesticular como gazelas assustadas, do modo como fizeram na viagem de ida, vão induzir um momento de oscilação desnecessário nos tanques de balanceamento externos.