Portugal, anos sessenta. Uma geração de jovens cresce com a guerra como pano de fundo - uns no mato de Angola, Moçambique ou Guiné, outros nas ruas de um país parado no tempo, a perguntar-se se vale a pena continuar a estudar quando por todo o lado há morte e estropiados. Este livro não fala da guerra. Fala das pessoas que a viveram e do modo como pensavam. Os medos que não se diziam. As mulheres que seguraram tudo enquanto os homens partiam.
A emigração clandestina. Um país que tentava modernizar-se à superfície enquanto apodreciaa por dentro. As personagens são anónimas e colectivas - vozes dispersas de uma geração inteira. Os seus diálogos caóticos, as memórias soltas, os silêncios partilhados formam o retrato de um tempo que muitos viveram mas poucos conseguiram explicar. O futuro punha-se ao pôr do sol. E havia quem não soubesse se amanheceria.
Portugal, anos sessenta. Uma geração de jovens cresce com a guerra como pano de fundo - uns no mato de Angola, Moçambique ou Guiné, outros nas ruas de um país parado no tempo, a perguntar-se se vale a pena continuar a estudar quando por todo o lado há morte e estropiados. Este livro não fala da guerra. Fala das pessoas que a viveram e do modo como pensavam. Os medos que não se diziam. As mulheres que seguraram tudo enquanto os homens partiam.
A emigração clandestina. Um país que tentava modernizar-se à superfície enquanto apodreciaa por dentro. As personagens são anónimas e colectivas - vozes dispersas de uma geração inteira. Os seus diálogos caóticos, as memórias soltas, os silêncios partilhados formam o retrato de um tempo que muitos viveram mas poucos conseguiram explicar. O futuro punha-se ao pôr do sol. E havia quem não soubesse se amanheceria.