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Luis Manuel Silva

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Cartas
Não são cartas. São o que sobra de um homem quando a única coisa que o liga a casa é o papel. Um jovem parte para a Guerra Colonial, e o que fica entre ele e a mulher que ama é uma correspondência que atravessa dois anos de medo, rotina e sobrevivência. Em verso livre, sem pontuação nem métrica que o prendam, este livro narra o que a guerra faz a um corpo de vinte anos: o pânico da primeira noite sob fogo, o peso de velar um camarada desconhecido que ninguém mais chorará, o silêncio embrutecedor da espera, e a descoberta de afetos que nenhuma carta soube nomear.
Do outro lado, ficam as mulheres - mães, namoradas, viúvas antecipadas - a aprender a viver de memórias e promessas por cumprir, sob o peso de um país vigiado e silenciado.« Cartas » não é poesia no sentido clássico: é um rio de emoções vividas, escritas à mão, quase diariamente, como quem respira para não afundar. É a travessia de um amor que sobrevive à distância, à guerra e ao medo - e que, contra tudo, regressa.
Para quem procura a verdade nua de uma geração obrigada a crescer depressa demais, « Cartas » é um testemunho que toca não pela guerra em si, mas por tudo o que ela revela de mais humano.
Do outro lado, ficam as mulheres - mães, namoradas, viúvas antecipadas - a aprender a viver de memórias e promessas por cumprir, sob o peso de um país vigiado e silenciado.« Cartas » não é poesia no sentido clássico: é um rio de emoções vividas, escritas à mão, quase diariamente, como quem respira para não afundar. É a travessia de um amor que sobrevive à distância, à guerra e ao medo - e que, contra tudo, regressa.
Para quem procura a verdade nua de uma geração obrigada a crescer depressa demais, « Cartas » é um testemunho que toca não pela guerra em si, mas por tudo o que ela revela de mais humano.
Não são cartas. São o que sobra de um homem quando a única coisa que o liga a casa é o papel. Um jovem parte para a Guerra Colonial, e o que fica entre ele e a mulher que ama é uma correspondência que atravessa dois anos de medo, rotina e sobrevivência. Em verso livre, sem pontuação nem métrica que o prendam, este livro narra o que a guerra faz a um corpo de vinte anos: o pânico da primeira noite sob fogo, o peso de velar um camarada desconhecido que ninguém mais chorará, o silêncio embrutecedor da espera, e a descoberta de afetos que nenhuma carta soube nomear.
Do outro lado, ficam as mulheres - mães, namoradas, viúvas antecipadas - a aprender a viver de memórias e promessas por cumprir, sob o peso de um país vigiado e silenciado.« Cartas » não é poesia no sentido clássico: é um rio de emoções vividas, escritas à mão, quase diariamente, como quem respira para não afundar. É a travessia de um amor que sobrevive à distância, à guerra e ao medo - e que, contra tudo, regressa.
Para quem procura a verdade nua de uma geração obrigada a crescer depressa demais, « Cartas » é um testemunho que toca não pela guerra em si, mas por tudo o que ela revela de mais humano.
Do outro lado, ficam as mulheres - mães, namoradas, viúvas antecipadas - a aprender a viver de memórias e promessas por cumprir, sob o peso de um país vigiado e silenciado.« Cartas » não é poesia no sentido clássico: é um rio de emoções vividas, escritas à mão, quase diariamente, como quem respira para não afundar. É a travessia de um amor que sobrevive à distância, à guerra e ao medo - e que, contra tudo, regressa.
Para quem procura a verdade nua de uma geração obrigada a crescer depressa demais, « Cartas » é um testemunho que toca não pela guerra em si, mas por tudo o que ela revela de mais humano.
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