"Ninguém nunca me perguntou. E por isso tam6ém nunca precisei responder. Nâo posso dizer que nunca tivesse ouvido falar nele, mas a verdade é que nâo fazia a menor idéia de quem ele era até ler o nome de Buell Quain pela primeira vez num artigo de jornal, na manhâ de 12 de maio de 2001, um sà6ado, quase sessenta e dois anos depois da sua morte às vésperas da Segunda Guerra. O artigo saiu meses antes de outra guerra ser deflagrada.
Hoje as guerras parecem mais pontuais, quando no fundo sâo permanentes. Li vàrias vezes o mesmo parégrafo e repeti o nome em voz alta para me certificar de que nâo estava sonhando, até entender - ou confirmar, jà nâo sei - que o tinha ouvido antes. O artigo tratava das cartas de outro antropôlogo, que tam6ém havia morrido entre os indios do Brasil, em circunstâncias ainda hoje de6atidas pela academia, e citava de passagem, em uma tinica frase, por analogia, o caso de `Buell Quain, que se suicidou entre os indios krahô, em agosto de 1939'."
"Ninguém nunca me perguntou. E por isso tam6ém nunca precisei responder. Nâo posso dizer que nunca tivesse ouvido falar nele, mas a verdade é que nâo fazia a menor idéia de quem ele era até ler o nome de Buell Quain pela primeira vez num artigo de jornal, na manhâ de 12 de maio de 2001, um sà6ado, quase sessenta e dois anos depois da sua morte às vésperas da Segunda Guerra. O artigo saiu meses antes de outra guerra ser deflagrada.
Hoje as guerras parecem mais pontuais, quando no fundo sâo permanentes. Li vàrias vezes o mesmo parégrafo e repeti o nome em voz alta para me certificar de que nâo estava sonhando, até entender - ou confirmar, jà nâo sei - que o tinha ouvido antes. O artigo tratava das cartas de outro antropôlogo, que tam6ém havia morrido entre os indios do Brasil, em circunstâncias ainda hoje de6atidas pela academia, e citava de passagem, em uma tinica frase, por analogia, o caso de `Buell Quain, que se suicidou entre os indios krahô, em agosto de 1939'."