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Proprietários, lavradores e jornaleiras. Desigualdade social numa aldeia transmontana, 1870-1978
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- Nombre de pages461
- FormatMulti-format
- ISBN979-10-365-1632-0
- EAN9791036516320
- Date de parution20/05/2022
- Protection num.pas de protection
- Infos supplémentairesMulti-Format
- ÉditeurEtnográfica Press
Résumé
Com base no trabalho de campo levado a efeito ao longo de dois anos e meio (1976-78) numa pequena povoação de Trás-os-Montes (e que incluiu nomeadamente a consulta de Registos Paroquiais, Róis de Confessados e outras fontes históricas locais), o antropólogo norte-americano Brian Juan O'Neill apresenta-nos neste seu livro uma imagem completamente nova das estruturas sociais existentes nas aldeias do Nordeste.
O chamado « comunitarismo » - que se julga caracterizar grande parte das comunidades rurais do Norte do País - fica questionado e sujeito a uma reanálise crítica, tanto do ponto de vista empírico como teórico e metodológico. Através de três aspetos fundamentais - a posse da terra, as trocas de trabalho, as práticas de casamento e herança - evidenciam-se formas de desigualdade institucionalizada que obrigam a pôr definitivamente em causa a visão tradicional destes aglomerados montanhosos como conjuntos homogéneos não-estratificados.
O exame minucioso da complexa articulação entre o sistema fundiário, a entreajuda entre vizinhos e os costumes de matrimónio e de transferência da propriedade revela uma sociedade caracterizada internamente por profundas contradições económicas e sociais. De particular interesse são os dados recolhidos pelo autor sobre os padrões de casamento tardio (mais europeus do que mediterrânicos) e de laços familiares irregulares - designadamente as altas proporções de filhos naturais, com a consequente ideologia popular do « amor ilícito ».
O chamado « comunitarismo » - que se julga caracterizar grande parte das comunidades rurais do Norte do País - fica questionado e sujeito a uma reanálise crítica, tanto do ponto de vista empírico como teórico e metodológico. Através de três aspetos fundamentais - a posse da terra, as trocas de trabalho, as práticas de casamento e herança - evidenciam-se formas de desigualdade institucionalizada que obrigam a pôr definitivamente em causa a visão tradicional destes aglomerados montanhosos como conjuntos homogéneos não-estratificados.
O exame minucioso da complexa articulação entre o sistema fundiário, a entreajuda entre vizinhos e os costumes de matrimónio e de transferência da propriedade revela uma sociedade caracterizada internamente por profundas contradições económicas e sociais. De particular interesse são os dados recolhidos pelo autor sobre os padrões de casamento tardio (mais europeus do que mediterrânicos) e de laços familiares irregulares - designadamente as altas proporções de filhos naturais, com a consequente ideologia popular do « amor ilícito ».




