O suicídio indígena, desespero e genocídio

Par : Eliel Roveder
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  • FormatePub
  • ISBN978-1-005-39628-2
  • EAN9781005396282
  • Date de parution23/01/2021
  • Protection num.pas de protection
  • Infos supplémentairesepub
  • ÉditeurC. C. Chamberlane

Résumé

A força do índio está na aldeia, no coletivo, por isso quando o branco vem oferecendo dinheiro ou presentes para alguns jovens indígenas em troca de madeira e minérios o sistema indígena da tribo começa a desmoronar e o genocídio começa. Primeiro o branco vem em tom amigável, mas quando os chefes da aldeia repreendem o índio que aceitou os presentes de grego de branco e começam a tentar bloquear a infiltração de madeireiros e garimpeiros o choque acontece, verdadeiros massacres ocultados ou minimizados pelo poder público.
Isso ocorre há 500 anos, nossa história não é bonita como nos ensinam nas escolas, aquilo é tudo balela, nossa história é uma história de massacre indígena e de desrespeito as culturas das minorias. Hoje que a floresta está reduzida o massacre aumentou, o genocídio se faz presente em toda parte. A maior parte da matança ocorre pelas doenças que o branco leva para a aldeia em tom amigável. A pandemia do coronavírus é o golpe final sobre o povo indígena, pois os invasores das aldeias indígenas levaram esta praga e muitos estão morrendo.
Na verdade os brancos não invadem a aldeia em si e sim seu entorno rico em florestas e minas, mas no trânsito ocorre o contato e o contágio. O suicídio indígena já vem ceifando milhares e agora a pandemia vem fazendo seu trabalho também. O índio desesperado vê sua saída do lado de lá, do lado dos mortos, por isso o suicídio está ocorrendo em larga escala. O suicídio junto com a pandemia está ameaçando os nossos últimos guerreiros indígenas.
No lugar do índio as matas ficarão vazias, o que restará delas, pois no lugar vazio que o branco deixou também não haverá aves e animais, pois a mata vive em equilíbrio, é o índio que preserva e sem ele tudo se converte em deserto verde, isso quando o verde não der lugar a charcos e plantações de soja e gado... O progresso feito com sangue indígena não é progresso, é retrocesso.
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