Má Terapia
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- Nombre de pages368
- FormatePub
- ISBN978-989-23-6450-6
- EAN9789892364506
- Date de parution25/02/2025
- Protection num.Adobe DRM
- Taille997 Ko
- Infos supplémentairesepub
- ÉditeurOceanos
Résumé
Já ouvimos histórias de cirurgias que correram mal ou de diagnósticos
errados. Muitos desses casos devem-se a erros médicos e podem ser
fatais. Sabemos disso, e temos mecanismos para nos defendermos.
Mas quem nos protege de um mau terapeuta? Mais importante ainda: quem protege os nossos filhos?
Nunca houve tantos problemas de saúde mental entre as crianças e adolescentes como agora. As receitas de antidepressivos dispararam e os comportamentos de automutilação multiplicam-se ao mesmo tempo que se multiplicam as consultas com psicólogos e psiquiatras.
Como explicar esta gritante contradição?
Abigail Shreir, uma premiada jornalista, investigou o fenómeno e apresenta os factos em Má Terapia.
Analisou números e estatísticas de saúde pública, falou com centenas de médicos, professores, pais e filhos. Concluiu que a indústria da saúde mental criou uma subcultura própria, especializada em "rotular" as crianças desde a infância: não são tímidas, sofrem antes de "transtorno de ansiedade social"; não são malcomportadas, mas padecem de "perturbações de oposição e desafio". Comportamentos antes considerados normais nas crianças e adolescentes transformaram-se em doenças diagnosticáveis - o que leva a que pais e professores evitem a todo o custo "traumatizar" os jovens.
Eles crescem presos aos telemóveis (isso sim, é permitido) mas, sem disciplina, sem ambição, com medo de arriscar. Tirar a carta de condução, por exemplo, é hoje "assustador". Os cuidados de saúde mental, ressalva a autora, são absolutamente essenciais para casos graves. Mas quando se trata de simples frustração, tristeza, desapontamento ou solidão, a melhor maneira de ajudar os nossos filhos é libertá-los da redoma onde nós (com a ajuda da indústria farmacêutica) os prendemos.
Para que enfim possam crescer livres, maduros e autossuficientes.
Analisou números e estatísticas de saúde pública, falou com centenas de médicos, professores, pais e filhos. Concluiu que a indústria da saúde mental criou uma subcultura própria, especializada em "rotular" as crianças desde a infância: não são tímidas, sofrem antes de "transtorno de ansiedade social"; não são malcomportadas, mas padecem de "perturbações de oposição e desafio". Comportamentos antes considerados normais nas crianças e adolescentes transformaram-se em doenças diagnosticáveis - o que leva a que pais e professores evitem a todo o custo "traumatizar" os jovens.
Eles crescem presos aos telemóveis (isso sim, é permitido) mas, sem disciplina, sem ambição, com medo de arriscar. Tirar a carta de condução, por exemplo, é hoje "assustador". Os cuidados de saúde mental, ressalva a autora, são absolutamente essenciais para casos graves. Mas quando se trata de simples frustração, tristeza, desapontamento ou solidão, a melhor maneira de ajudar os nossos filhos é libertá-los da redoma onde nós (com a ajuda da indústria farmacêutica) os prendemos.
Para que enfim possam crescer livres, maduros e autossuficientes.



