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Dizer e Pensar uma Vida para Além do Que o Colonialismo de Ocupação Fez. UCG EBOOKS, #34
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- FormatePub
- ISBN978-989-9190-05-4
- EAN9789899190054
- Date de parution24/01/2024
- Protection num.Adobe DRM
- Infos supplémentairesepub
- ÉditeurKKYM + P.OR.K
Résumé
Neste breve e urgente ensaio, Samera Esmeir confronta-se com a ordem discursiva do mundo liberal, impregnada de impensados coloniais de ocupação (settler colonial). Ao analisar o interior da linguagem e as formas de poder que instituem a sua difusão generalizada, a autora verifica que, de um modo natural e espontâneo, se condena e criminaliza os palestinos e a sua existência. Na sequência dos acontecimentos recentes, não são apenas os horrores dos ataques do Hamas que são amplificados como também a exclusão patente de qualquer referência dignificante aos palestinos e ao seu direito à vida.
Neste sentido, a autora recorda o quadro histórico das atrocidades cometidas por Israel sobre a Faixa de Gaza: desde a destruição que foi necessária para a criação do território israelense, a partir de 1948, até às expulsões programadas para a constituição de uma civilidade israelense. Em nome desta civilidade, o regime militar de Israel e a sua politica colonial de ocupação foram, e são, responsáveis pelo desaparecimento dos sujeitos palestinos, enquanto entidades cívicas.
A estes foi-lhes e é sonegada qualquer possibilidade de cidadania, de autonomia e defesa. Os « territórios ocupados » da Faixa de Gaza e da Cisjordânia tornaram-se pois um plano de activação do poder militar israelense, que permitiu evitar « que a violência da ocupação se intrometesse na vida civil israelense normalizada ». A injustiça do discurso colonial continua por isso a afirmar os seus direitos e reivindicações, os seus termos e formas da qual se exclui a justa luta pela cidadania e território palestino.
Torna-se claro que a vida civil não pode senão continuar a lutar contra o domínio colonial, e procurar destruir as condições de confinamento e privação, de limpeza étnica, fundamentais para a normalização da colonização. Trata-se, por fim, de criar uma abertura na linguagem, na política e na ética, uma observância do direito que está para lá da « ordem internacional » e dos imperativos de uma cartografia colonial.
Neste sentido, a autora recorda o quadro histórico das atrocidades cometidas por Israel sobre a Faixa de Gaza: desde a destruição que foi necessária para a criação do território israelense, a partir de 1948, até às expulsões programadas para a constituição de uma civilidade israelense. Em nome desta civilidade, o regime militar de Israel e a sua politica colonial de ocupação foram, e são, responsáveis pelo desaparecimento dos sujeitos palestinos, enquanto entidades cívicas.
A estes foi-lhes e é sonegada qualquer possibilidade de cidadania, de autonomia e defesa. Os « territórios ocupados » da Faixa de Gaza e da Cisjordânia tornaram-se pois um plano de activação do poder militar israelense, que permitiu evitar « que a violência da ocupação se intrometesse na vida civil israelense normalizada ». A injustiça do discurso colonial continua por isso a afirmar os seus direitos e reivindicações, os seus termos e formas da qual se exclui a justa luta pela cidadania e território palestino.
Torna-se claro que a vida civil não pode senão continuar a lutar contra o domínio colonial, e procurar destruir as condições de confinamento e privação, de limpeza étnica, fundamentais para a normalização da colonização. Trata-se, por fim, de criar uma abertura na linguagem, na política e na ética, uma observância do direito que está para lá da « ordem internacional » e dos imperativos de uma cartografia colonial.



